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Escala de fisioterapia 30h: como montar respeitando a lei

Montar a escala de uma equipe de fisioterapia tem uma regra que muda tudo e que pouca gente de fora da área conhece: o fisioterapeuta trabalha no máximo 30 horas por semana. Não é meta, não é acordo interno, é lei federal. E o detalhe que mais complica é que esse limite vale semana a semana, não como média do mês.

Esse texto mostra o que a lei diz, por que as 30 horas travam a montagem da escala e como fechar a carga de cada pessoa, toda semana, sem sobrecarregar sempre os mesmos.

Escala de trabalho de fisioterapeutas e suas 30 horas semanais: uma fisioterapeuta em atendimento e um calendário marcando 30h por semana.

O que a lei diz sobre a jornada do fisioterapeuta

A jornada de trabalho do fisioterapeuta é de 30 horas semanais, fixada pela Lei nº 8.856/1994. A mesma lei vale para o terapeuta ocupacional. É uma jornada reduzida em relação às 44 horas semanais da maioria das profissões, e foi definida assim justamente pela natureza do trabalho.

Na prática, para o gestor, isso significa que 30 horas é um teto, não uma meta a perseguir. Passar disso de forma rotineira não é uma questão de organização, é descumprir a lei. Exceções existem (hora extra tem regra própria), mas são exceção mesmo, não o jeito de fechar a escala todo mês.

30 horas por semana, não por mês

Aqui está o ponto que trava a montagem: o limite é por semana.

É comum quem monta escala pensar em carga mensal, algo como “120 horas no mês”. O problema é que 30 horas semanais não são a mesma coisa que 120 no mês. Trabalhar 35 horas numa semana puxada e 25 numa mais tranquila dá 120 no mês, mas fura a lei na semana de 35.

Cada semana precisa fechar sozinha nas 30 horas. Isso tira do gestor a saída fácil de “compensar depois” e obriga a equilibrar a carga dentro de cada semana, o tempo todo.

A semana do fisioterapeuta fechando em 30 horas: cinco dias de 6 horas somando o teto de 30 horas semanais, que vale por semana e não como média do mês.

Por que isso complica a montagem na mão

No papel, dividir 30 horas parece simples. O que dá trabalho é tudo que acontece em volta:

  • Cobertura dos turnos. A unidade precisa de gente de manhã, de tarde e, às vezes, à noite, todos os dias. Você fecha as 30 horas de cada um sem deixar nenhum turno descoberto.
  • Fim de semana. Se o setor atende sábado e domingo, esses plantões entram na conta da semana e precisam ser distribuídos sem estourar ninguém.
  • Férias e afastamentos. Quando alguém sai, a carga que sobra precisa ser redistribuída entre os outros sem passar das 30 horas de cada um.
  • A semana parcial. Quem entra, sai ou volta de afastamento no meio da semana tem uma conta diferente naquela semana.

Cada um desses pontos é simples sozinho. O difícil é resolver todos ao mesmo tempo, mantendo cada semana fechada em 30 horas. É aí que a montagem na mão consome a tarde inteira do coordenador, e recomeça na semana seguinte.

Como distribuir o fim de semana com justiça

Se a carga semanal é uma trava, o que sobra para distribuir é o fim de semana. E é nele que mora quase toda a percepção de injustiça da equipe: alguém sempre acha que pegou sábado ou domingo demais.

A saída não é furar a carga de ninguém, é revezar. Um mês você pega um fim de semana, no outro pega outro, e ao longo do tempo o peso se distribui parelho. A carga de cada semana continua em 30 horas; o que rotaciona é quem cobre cada fim de semana. Feito na mão, esse rodízio é justamente a parte mais chata de acompanhar mês a mês.

Como um gerador de escala resolve

Tudo que é repetitivo e cheio de regra é candidato a ser automatizado, e a escala de fisioterapia é o retrato disso: 30 horas por semana, cobertura dos turnos, folgas e rodízio de fim de semana, tudo ao mesmo tempo.

Em vez de fechar a conta de cada pessoa na mão, você define as regras da equipe uma vez. O Escala Pronta monta a escala já respeitando as 30 horas de cada semana, cobrindo os turnos, considerando as folgas e revezando os fins de semana para distribuir o peso. Você revisa o resultado e exporta em PDF para mandar no grupo. O trabalho deixa de ser montar a escala e passa a ser conferir uma que já nasce dentro da regra das 30 horas.

Esse é, aliás, o caso em que o Escala Pronta nasceu: a escala de uma equipe de fisioterapia de UTI, fechando as 30 horas de cada semana e distribuindo os fins de semana de forma justa.

Equipe de fisioterapeutas de UTI: o tipo de equipe em turnos cuja escala o Escala Pronta monta fechando as 30 horas semanais de cada pessoa.

A escala de fisioterapia da sua equipe não precisa tomar a sua tarde toda semana. Veja o Escala Pronta gerando a escala dentro das 30 horas.